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JORNALISTA, ESCRITOR, EDITOR, ENSAISTA E ROMANCISTA

 BEM VINDO AO MUNDO DO JORNALISMO E DA LITERATURA
 
MEUS MESTRES EM HUMANISMO

MENEZES BARBOSA
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Foto: Professor Menezes Barbosa
Menezes Barbosa . “Cada vez que me integro nas coisas da vida, mais reconheço a presença de Deus entre os acontecimentos que nos cercam a cada instante”. Médico-odontólogo, jornalista, escritor, historiador, professor, cronista e conferencista, com suas atividades centralizadas em Juazeiro do Norte, Metrópole do Cariri e maior cidade do interior do Ceará, Menezes Barbosa, tem o perfil de autêntico humanista estóico. Desde o início de minha convivência com ele em 1967, quando abriu para mim as portas do mundo da informação como diretor da Rádio Progresso do Juazeiro, sempre enxerguei e senti em Menezes Barbosa um humanista integral a serviço do jornalismo, da literatura, da história e da sua sociedade. Sempre contemplei e admirei nele exemplos e lições permanentes de estoicismo, na forma filosófica de vida surgida em Atenas 300 anos de Cristo e que tanto influenciou a cultura romana, contribuindo significativamente para o humanismo, sobretudo em termos de moral.Como seu funcionário e depois como amigo, tornei-me seu discípulo e seu admirador pela o exercício ativo de sua crença na importância do conhecimento da natureza e da humanidade para relacionamentos e comportamentos que alcancem o valor que todos buscam de levar uma vida feliz. Suas mais de 25 mil crônicas diárias, ao longo de mais de 60 anos no rádio de Juazeiro do Norte, são a comprovação de que, como os humanistas estóicos antigos, Menezes Barbosa sempre esteve integrado à sociedade do seu tempo e verdadeiramente preocupado com o bem comum. Sua diferença essencial em relação aos antigos está na sua formação cristã: enquanto os antigos adotavam a razão do homem como base de sua percepção, Menezes Barbosa coloca Deus como base da sua percepção do homem. Assim é sua pauta de vida pessoal e profissional porque foi criado e educado num ambiente familiar saudável, de absoluta fidelidade cristã, de heroísmo virtuoso diante das dificuldades, de aprimoramento moral e de serviço à sua comunidade, pois assim aprendeu e apreendeu a ser como sei pai, José Barbosa, amigo, compadre e discípulo do Padre Cícero, venerável Patriarca do Juazeiro e Santo do Nordeste. Ele próprio reconhece: “Devo muito dos meus sucessos, da minha forma de encarar a vida, de decidir, de amar ao próximo, de respeitar os direitos e os deveres dos outros, de ser corajoso e firme, aos ensinamentos do meu pai que, mesmo pobre, sacrificado, soube oferecer o que havia de melhor em conforto, em ordem moral e dignidade aos seus oito filhos”. Graças a essa formação e com sua formação intelectual, somada à sua profunda sensibilidade social, Menezes Barbosa fez do jornalismo uma poderosa tribuna para prática e difusão dos valores da generosidade, da solidariedade, da caridade, da religiosidade, da moralidade, da civilidade e da responsabilidade contribuindo para o enriquecimento e o engrandecimento da sociedade de Juazeiro do Norte e do Vale do Cariri, no sul do Ceará. Seus livros e suas crônicas demonstram grande preocupação com o presente e o futuro de todas as gerações, dedicando atenção especial aos mais idosos: “Pela lógica, por justiça, por direito cristão e humano, o homem que desgastou a sua vida na construção do mundo, na programação do progresso, na valorização de sua pátria, na formação do organismo ativo de sua comunidade, deveria ser, na velhice, respeitado, bem tratado, reconhecido como um herói de verdade”. Com Menezes Barbosa, aprendi numerosas e sábias lições éticas, morais e cristãs de amizade, companheirismo, convivência, tolerância, respeito, gratidão, interação, solidariedade, compartilhamento, comprometimento e aprimoramento nas relações individuais, profissionais e sociais. Inspirado na governança de Deus na ordem universal e nas leis naturais e sociais aplicadas a todos os seres humanos, o estoicismo é a marca mais forte da personalidade do intelectual Meneses Barbosa, um dos meus mestres em humanismo..

ANTONIO LUSTOSAC
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Foto: Dom Antonio Lustosa
Dom Antonio de Almeida Lustosa.(1886-1974), um dos salesianos mais importantes na implantação e difusão do carisma de Dom Bosco no Brasil. Nasceu na cidade de São João Del Rei, em Minas Gerais, dia 11 de fevereiro de 1886. Com boa formação humana e cristã, inteligente e possuidor de visíveis sinais de vocação para o sacerdócio, ingressou na Congregação Salesiana, tornando-se religioso em 28 de janeiro de 1906. Ordenado sacerdote em 28 de janeiro de 1911, ocupou vários cargos na Congregação, até ser nomeado Bispo, recebendo a sagração episcopal em 11 de fevereiro de 1925.Foi nomeado, aos 39 anos, bispo de Uberaba(Minas Gerais). Depois, transferido para Corumbá(Mato Grosso do Sul). Em seguida, sucessivamente, Bispo de Belém do Pará e de Fortaleza(Ceará). Em 1963, após 38 anos de atividade como bispo, ele se aposentou e se recolheu ao Instituto Salesiano Padre Rinaldi, em Carpina, Pernambuco,onde viveu os últimos 15 anos de sua vida. Morreu em 14 de agosto de 1974. Durante todo seu ministério, cultivou intensamente o «Da mihi animas» lema de Dom Bosco. É considerado o «bispo brasileiro da justiça social».Corre no Vaticano o processo pela causa de sua beatificação, reunindo farta documentação sobre suas virtudes e fama de santidade como servo de Deus Durante sua visita ao Brasil em junho de 1980, o papa João Paulo II, ao discursar em Fortaleza, evocando figuras de Bispos brasileiros, “que ao longo de quatro séculos e meio foram neste País os legítimos sucessores dos Apóstolos e aqui dedicaram toda a vida, todas as energias à construção do Reino de Deus”, destacou a “figura admirável de Dom Antônio de Almeida Lustosa que repousa nesta Catedral e que deixou nesta Diocese a imagem luminosa de um sábio e de um santo”. À Arquidiocese de Fortaleza, como arcebispo de 05/11/1941 a 11/05/1963, dedicou ele 22 preciosos anos de sua vida de pastor amigo e bispo santo, no meio do seu povo sofrido. Vveu intensamente a sorte do povo cearense, sempre vítima de secas inclementes. Chegou a pedir esmolas em favor do povo cearense torturado pelo flagelo da seca. Assim como o povo hebreu no deserto, dizia ele: “... também nossos pobres flagelados, ora sob a nuvem luminosa de uma esperança ilusória, ora sob a nuvem sombria de uma decepção dolorosa” (Terra Martirizada, p. 44). Com objetivo de estimular sacerdotes e seminaristas de sua Arquidiocese a socorrer os pobres, escreveu numerosos livros, destacando-se “Terra Martirizada”. Homem verdadeiramente de Deus, sempre preocupado com o bem-estar das pessoas, ele foi amigo dos pobres, testemunhando sua caridade com gestos muitos e concretos, sob justificativa irretocável: “Não é só de pão, mas é também de pão que vive o homem”. Como estudante salesiano em Carpina, convivi durante quatro anos com Dom Lustosa. Durante os recreios, quando todos iam se divertir praticando esportes, eu apreciava mais fazer-lhe companhia nos passeios pelas alamedas floridas do colégio. Sentia-me confortável estar ao lado de um sábio sereno, sensível, humilde, paciente e cativante. Como se estivesse bebendo numa fonte de água límpida de sabedoria. E parece que ele percebia o meu fascínio por conhecimento que fazia questão de caminhar explicando o que me chamava atenção em botânica ou zoogenia , como o gênero, a espécie, a família e a designação de uma pequena formiga-de-bode (Ela não tem ferrão, nem dá picadas). Deixava-me impressionado sua humildade: um arcebispo renomado, teólogo, filósofo, professor, escritor e religioso respeitado até pelo Vaticano, potencialmente um cardeal, fazer passeios peripatéticos com um modesto e pobre adolescente. Mas, somente mais tarde compreenderia que o que movia o sábio diante do aprendiz era seu forte espírito de pedagogo com profunda sensibilidade humana e social.Afinal, sua preocupação não era apenas com a alma nem apenas com o corpo, mas com os dois que formam o ser humano já que o humanismo é razão de viver da humanidade. Dentro daquele religioso de fé suprema em Deus e a Ele inteiramente subordinado, existia um pedagogo de cultura clássica com a elegância de humanidades na formação do espírito. Um dos meus mestres inesquecíveis em humanismo!

>EDUARDO PORTELLA C
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Foto: Professor Eduardo Portella

Eduardo Portella. Professor, escritor, advogado, jornalista, editor, critico literário, ensaista e conferencista. Nasceu em 8 de outubro de 1932 em Salvador, Bahia. Fez os primeiros estudos em Feira de Santana e os secundários no Recife. Formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais em 1955 pela legendária Faculdade de Direito do Recife, a primeira do Brasil. Começou sua atividade regular de critico literário no mais antigo jornal em circulação na América Latina, Diário de Pernambuco, onde conviveu com dois dos mais notáveis escritores e jornalistas do Recife, Gilberto Freyre e Aníbal Fernandes.Frequentou altos estudos na Europa. Em Madri fez cursos de Jornalismo, Literatura e Filosofia. Diplomou-se em Estudo de Problemas Contemporâneos pela Universidade Internacional de Santander (Espanha). Fez cursos no Collège de France e na Universidade de Sorbonne, na França, e na Faculdade de Letras de Roma. Depois, no Brasil, ocupou vários cargos e funções públicas: Professor de Teoria Literária da Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro(1976), diretor da Faculdade de Letras da UFRJ(1978); ministro da Educação e Cultura do Governo João Figueiredo(1979-1980). Eleito em 1981 membro da Academia Brasileira de Letras. De 1988 a 1993 foi diretor-geral adjunto da Unesco, em Paris. Presidente da Biblioteca Nacional do Brasil(1996). Presidente do Fundo Internacional para Promoção da Cultura-Unesco(2001).Como conferencista participou de diversos seminários sobre literatura brasileira no Brasil e no exterior. Apesar de inúmeras funções públicas nos campos da educação, da ciência e da cultura, sempre se considerou apenas professor e crítico literário. Entre suas obras destacam-se: Literatura e Realidade Nacional(1963), Teoria da Comunicação Literária(1970), Fundamentos da Investigação Literária(1974), Vanguarda e Cultura de Massa(1978), O Intelectual e o Poder(1983).Dele disse o escritor Alceu Amoroso Lima: “é a primeira figura da critica literária neomodernista”. Foi com esse gigante de expressão intelectual que convivi dois anos como seu Assessor de Imprensa no Ministério da Educação e Cultura. Foi com ele que descobri a importância fundamental da literatura como reflexão dos problemas brasileiros em geral. Exerceu o poder como intelectual de profunda sensibilidade política e social, extremamente sintonizado com o Brasil em fase de redemocratização, notabilizando-se como ministro da “abertura democrática”. Deixou no Governo a marca da sua Pedagogia da Qualidade para a Educação. Ao dar sua última entrevista como ministro em Brasília eu estava ao seu lado quando ele disse essa frase antológica: “Eu não sou ministro, estou ministro”. Foi um privilégio e uma honra ter sido assessor desse intelectual imenso, pedagogo de altíssima expressão voltado para o desenvolvimento da capacidade física, cultural e moral do ser humano visando sua melhor ascensão individual e integração social. Com ele aprendi que “conviver é viver com”, sendo necessários conhecimentos e práticas inteligentes de empatia e convivalismo só possíveis pelo aprimoramento intelectual critico em dimensões filosóficas, literárias, políticas, antropológicas e sociológicas. Valeu como se tivesse freqüentado uma Escola Superior de Humanidades. Durante dois anos, convivi, prazerosamente, com esse professor e defensor consistente e convincente da cultura literária ou científica como indispensável para a formação, aperfeiçoamento e valorização do espírito humano. Um pedagogo pleno de humanismo. Um dos meus mestres inesquecíveis em humanismo!

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