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JORNALISTA, ESCRITOR, EDITOR, ENSAISTA E ROMANCISTA

 BEM VINDO AO MUNDO DO JORNALISMO E DA LITERATURA
 

 

ESCOLAS DA VIDA

Escolinha do Tabuleiro - Caririaçu - Ceará

Foto: Escolinha do Tabuleiro-Caririaçu
Esta casinha simples de uma única porta é a Escolinha Antonio Barbosa, existente desde 1950. Fica no Sítio Tabuleiro, distante seis quilômetros do centro de Caririaçu, descendo a Serra de São Pedro, à margem da Rodovia Padre Cícero que liga Juazeiro do Norte-Fortaleza. Foi nela, em bancos rústicos de madeira e ambiente de pobreza franciscana, meu primeiro contato com a Educação, aprendendo as primeiras letras do ABC e os primeiros números da Taboada no chamado Jardim de Infância. Minha frequência diária era uma coisa prazerosa pelo encontro com os coleguinhas e pelas descobertas de cada dia. Chegava aí todas as manhãs depois de percorrer um quilômetro a pés arrastando uma sacolinha com merenda que se estragava toda com a poeira do caminho. Quando a merenda, colocada por minha mãe, era pinha, fruta que preferia, então, ficava só aquele mingau cheio de terra, impossível para o consumo. Iranilde Barbosa foi minha primeira professora; a primeira professora a gente nunca esquece. Como se observa na paisagem árida, faltava jardim na escolinha, mas sobrava jardim na imaginação da infância sonhando com o futuro.

Escola Fundamental de Caririaçu - Ceará

Foto: Escola Plácido Castelo-Caririaçu
Foi no outono de 1937 que começou a construção desta Escola Plácido Castelo, em Caririaçu, seu primeiro centro educativo-cultural que iria preparar muitas gerações para o futuro e fazer história. Em 02 de fevereiro de 1939 foi inaugurada com 90 alunos, dirigida pelas professoras Julita Rodrigues de Farias, Luiza Furtado Lacerda e Vicência Soares das Chagas, sob a orientação do padre Francisco das Chagas Barros, Vigário de Caririaçu, Como intelectuais, mesmo sem muitos recursos didáticos e pedagógicos, eles deram início a uma grande jornada transformadora da cidade através da Educação. Dei entrada nessa escola em 1954 e ai fiquei até 1957 como aluno do ensino fundamental. Vivi o tempo das diretoras Zuli Moraes e Florscoelli Machado, mestras que tanto contribuíram para transformar a Escola Plácido Castelo num importante pólo educacional da região do Cariri. O que nela aprendi é o que ela tem ensinado de mais essencial para milhares de crianças ao longo de sua fecunda trajetória: “Acredite em você! Não importa o que é o mundo. O importante são os seus sonhos...Não importa o que você é...O importante é o que você quer ser...Não importa onde você está...Importa é para onde você quer ir...Não importa o porquê...O importante é o querer...Não importa suas mágoas...O importante mesmo são suas alegrias...”

Colégio Salesiano do Juazeiro - Ceará
Foto: Colégio Salesiano - Juazeiro do Norte
Colégio Salesiano de Juazeiro do Norte. Foi inaugurado em 26 de abril de 1942, mas já vinha funcionando desde 31 de março de 1939, data de sua fundação, atendendo gratuitamente cerca de 400 alunos com aulas diurnas e noturnas. Coube ao seu primeiro diretor, padre Antonio Agra, com entusiasmo apostólico, construir esta sua sede na Avenida Padre Cícero. Sua realização tornou-se a maior dádiva do Padre Cicero ao povo do Juazeiro. Desde 1898, quando esteve em Roma recebido em audiência pelo papa Leão XIII e manteve os primeiros contatos com dirigentes da Ordem de Dom Bosco, Padre Cícero botou essa ideia na cabeça: conseguir fixar a presença dos beneméritos Padres Salesianos no Juazeiro..Ao fazer o seu primeiro testamento em 1923, deixou a maior parte de sua herança, formada por grande patrimõnio imobiliário, para a Ordem de Dom Bosco. Em janeiro de 1932, comunicou ao superior da Ordem padre Pedro Tirone, que Juazeiro estava pronto para receber os Salesianos, oferecendo-lhe todas condições necessárias para instalações de um educandário para a juventude.Nasceu e cresceu com a marca da qualidade em educação, tornando-se referência no Cariri. Foi neste Colégio Salesiano do Juazeiro que me preparei para o Ginásio entre 1958 e 1959 quando fiz admissão ao Ginásio. Era diretor o padre Gino Moratelli, uma figura humana incrível, sempre acolhedor e sorridente. Nas agradáveis horas do recreio, gostava de ficar ouvindo suas histórias e lições de vida saboreando amendoim torrado,que ele adorava. Com ele aprendi que ser salesiano é, essencialmente, ter um ter um estado de espírito de permanente entusiasmo diante da vida. E é esse entusiasmo que deve mover todos os sonhos na vivência do presente e na construção do futuro

Colégio Salesiano de Carpina - Pernambuco
Foto: Colégio Salesiano de Carpina-Pernambuco
Depois da experiência e do aprendizado no Colégio Salesiano do Juazeiro do Norte, Ceará, onde descobri que ser salesiano é ter entusiasmo diante da vida, como ensinou o fundador da congregação, Dom Bosco, o destino me levou em 1960 para Pernambuco onde tive o privilégio de ampliar e aprofundar a minha formação salesiana. Foi no Colégio Salesiano de Carpina(internato e externato), sob a direção do padre Antonio de Carvalho, que vivi os anos mais importantes de minha adolescência, uma fase delicada e difícil porque cheia de angústias, dúvidas, ansiedades, expectativas, sonhos, mas também uma fase extraordinariamente aberta às possibilidades da imaginação criadora. Fui estudar nesse colégio porque era uma instituição educativa de qualidade que acolhia, para o Ginásio e o Científico, crianças e jovens carentes do interior do Nordeste cujos pais não tinham condições de bancar os estudos de seus filhos em escolas privadas. Era o meu caso e fui agraciado com o que de melhor podia haver em educação juvenil no mundo, inspirada na filosofia de Dom Bosco. Além das disciplinas curriculares de qualquer colégio da época, em Carpina tive os melhores professores de Latim e Grego, além de Inglês, Francês e Espanhol..Foi tanta a sorte minha que meu professor de Latim era um padre italiano natural de Roma. Encontrei no Colégio Salesiano de Carpina a promoção do saber com respeito e com a certeza de uma educação de qualidade voltada para a formação do homem enquanto cidadão, participante ativo da transformação e da evolução da sociedade. Foi aí que tive também o privilégio de conhecer e conviver com o Arcebispo emérito de Fortaleza, dom Antonio de Almeida Lustosa. Quando se aposentou, ele pediu à Igreja para passar seus últimos anos de vida no Colégio Salesiano de Carpina.Embora ele fosse oitentão e eu apenas um garoto, gostava de, na hora do recreio, fazer-lhe companhia em passeios pelos jardins do colégio porque, além de aprender muito com sua sabedoria, especialmente em biologia e botânica, ao final ainda ganhava um exemplar do jornal cearense “O Nordeste” que ele recebia regularmente de Fortaleza. Aquilo era um verdadeiro presente para mim que já sentia, desde os 10 anos, pulsações de vocação para o jornalismo. Eram pulsações tão fortes que me levaram a criar, produzir e apresentar na primeira emissora da cidade, Rádio Planalto de Carpina, um programinha semanal aprovado pela direção do colégio, chamado “Boletim Salesiano”. Foi o meu primeiro passo, pequeno, tímido e modesto, mas, esperançoso, no caminho da radiofonia e do jornalismo. Esperançoso e confiante, em conformidade com o espírito salesiano, sempre com entusiasmo diante da vida, visando um futuro melhor.

Universidade Católica de Pernambuco
Foto: Universidade Católica - Recife
Este é o complexo de instalações da Universidade Católica de Pernambuco, na rua do Príncipe, bairro da Boa Vista, área central do Recife. É uma Universidade ecumênica e pluralista, mas com uma essência inspirada na sua visão cristã do mundo e do ser humano. Sua concepção de Universidade humanista coloca a pessoa humana acima de qualquer técnica ou mecanismo social que anule o sentido ético de toda ação produzida pelos seres humanos em sociedade. Em resumo, esta é a filosofia da UNICAP fundada em 1951, originária da primeira escola superior católica do Nordeste, Faculdade de Filosofia Manoel da Nóbrega, da Província dos Padres Jesuítas em Pernambuco. Após 60 anos de existência, é uma Universidade com 15 mil esdutantes, tendo diplomado mais de 50 mil nos seus diversos cursos de graduação. Foi em 1972 que ingressei na Faculdade de Jornalismo da UNICAP, sendo já jornalista profissional em Pernambuco desde 1970. Durante os quatro anos nos quais estudei na UNICAP, além de absorver as melhores técnicas e os mais novos conhecimentos de acordo com os avanços científicos, na área especifica do Jornalismo, recebi as mais ricas lições da tradição humanista que funciona como antídoto ao positivismo, à tecnocracia e aos totalitarismos que desconhecem ou desrespeitam a dignidade da pessoa humana e seus direitos fundamentais. O Curso de Jornalismo da Universidade Católica de Pernambuco, pautado pela busca permanente da qualidade, ofereceu-me uma formação acadêmica voltada não apenas para a competência técnica, mas, sobretudo, para um alto nível ético de consciência, compromisso e responsabilidade na profissão e no exercício da cidadania.

Universidade de Brasília - Distrito Federal
Foto: Universidade de Brasília, ao lado do  Lago Paranoá
Uma da mais importantes instituições de ensino superior do Brasil, a Universidade de Brasília(UnB), tem sua ampla sede na área central da capital brasileira, ocupando 395 hectares, na Asa Norte, bem próximo ao Lago Paranoá. Brasília tinha apenas dois anos quando ganhou oficialmente sua Universidade Federal. Inaugurada em 21 de abril de 1962, a UnB funcionou inicialmente no Ministério da Saúde.O dia 9 de abril marcou o começo das aulas para 413 alunos que haviam prestado o primeiro vestibular e, com ele, da própria instituição que viria a se tornar uma das mais conceituadas do País. Apesar de prevista no projeto original de Brasília, a luta por sua construção foi grande. Por causa de sua proximidade com o Palácio do Planalto, Congresso Nacional e a própria Esplanada dos Ministérios, autoridades do Governo temiam que os estudantes interferissem na vida política da cidade, o que acabou acontecendo e determinando invasão policial durante o regime militar. Criada pela lei 3.998, sancionada pelo então presidente da República, João Goulart, a UnB foi idealizada pelo antropólogo Darcy Ribeiro. Sua inauguração em 21 de abril de 1962 ocorreu com cerimônia realizada no Auditório Dois Candangos, assim denominado em homenagem aos operários Expedito Gomes e Gedelmar Marques, que morreram soterrados em acidente durante a construção do prédio da Universidade. Fundador e seu primeiro reitor, Darcy Ribeiro sonhava com uma Universidade diferente do modelo criado em 1930, voltada para as transformações do Brasil. Começou com os cursos de Direito, Administração, Economia, Letras Brasileiras, Arquitetura e Urbanismo. Em 2010, já era uma Universidade com 25 institutos e faculdades, 25 centros de pesquisa especializados, 2 mil professores, quase 3 mil servidores, 103 cursos de graduação e 27 mil estudantes, além de 64 cursos de Mestrado e 45 de Doutorado reunindo mais de 5 mil alunos na Pós-graduação. Estão à disposição dos alunos, 400 laboratórios, Hospital Universitário, Hospital Veterinário, Biblioteca Central, UnB TV, Editora UnB e Centro de Informática. Na UnB, o ensino, a pesquisa e a extensão desenvolvem-se de forma integrada influenciando o processo de formação dos estudantes e a produção de conhecimento. Com satisfação e orgulho, depois de 33 anos como profissional de comunicação com atuações em importantes rádios, televisões e jornais do Brasil, fiz aí na UnB, no ano 2000, a minha Pós-graduação em Gestão de Tecnologia da Informação. Defendi a tese “Megamídia – Supervia da Informação”, antecipando o cenário de convergência da Internet como o mais poderoso canal multimídia abrangendo jornal, radio, televisão, cinema e telefone, e sua consolidadação como a principal rede mundial de conexão e informação.


 

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